quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fichamento - Identidades Sociais


Augoustinos, M.; Walker, I.  (2007). Social Cognition – an integrated introduction (p. 67-111). London: Sage Publications.

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Por Silvia Cavalcanti R. Fleming e Thiago Siqueira

SOBRE OS AUTORES

MARTHA AUGOUSTINOS (P.h.D.): Professora da Unive rsidade de Adelaide – Austrália. A autora tem interesse na pesquisa da psicologia social do discurso.

IAIN WALKER: Professor da Universidade Murdoch – Austrália. O autor tem interesse de pesquisa sobre mudanças sociais e comportamentais, etnia e migração.

Objetivos do capítulo: O presente capítulo objetiva promover uma discussão entre as diversas abordagens teóricas que tratam do Self e da Identidade. Segundo os autores, o Self refere-se às crenças que as pessoas possuem sobre elas mesmas, enquanto a Identidade diz respeito ao posicionamento do sujeito em relação aos grupos sociais. Atualmente, existem 3 perspectivas teóricas que tratam desta temática:1. Abordagem Sócio-Cognitiva, que domina o atual campo de estudo, 2. Teoria da Identidade Social e 3.Perspectivas Discursivas e Construcionistas.  O modelo cognitivo enfatiza a investigação sobre a estrutura e o conteúdo do self que estão implicados nos comportamentos sociais e nos afetos. Já a teoria da identidade social discute a natureza social do self, que é formado a partir dos grupos sociais e, por fim, a abordagem discursiva, que indica que o self é construído apenas a partir da relação com os outros e, portanto, não é estável.

Argumentação Central: O Self e a Identidade são entidades socialmente formadas, que emergem das relações sociais e do encontro com os outros significativos. A despeito do domínio das abordagens cognitivas sobre o campo de investigação, os autores reforçam continuamente a lacuna social dessas abordagens, pois consideram o self como uma entidade individualizada e descontextualizada da cultura, que a pessoa está imersa.

Tópico 1 – Abordagens Sócio-Cognitivas do Self e da Identidade: Os modelos cognitivos têm dominado o campo de estudo sobre o self, através da investigação da sua estrutura e do conteúdo. Neste tópico, são apresentados os principais modelos teóricos de base cognitiva sobre o Self.

Tópico 1.1 -  O Self como Estrutura de Conhecimento
O self é considerado como o conjunto de todo o conhecimento que a pessoa tem sobre ela mesma. Tudo o que sabemos sobre nós mesmos corresponde ao nosso autoconceito. Isso inclui o conhecimento que temos sobre nossas aspirações, desejos, interesses, habilidades, valores e papeis. Além disso, o auto-conhecimento corresponde a um conjunto de representações simbólicas que estão inter-relacionadas e  que podem mudar de acordo com as situações sociais.
            
Tópico 1.2 – Auto-Esquemas
Os esquemas correspondem a estruturas cognitivas que as pessoas possuem sobre elas mesmas.  Segundo esse modelo, as pessoas podem ser esquemáticas ou não-esquemáticas em relação a determinadas características, de acordo com a centralidade dessa característica no autoconceito do sujeito.  Os esquemas são estáveis e servem para proteger a essência do autoconceito. Markus (1977) realizou um estudo para verificar a centralidade da dimensão dependência-independência entre mulheres e verificou que mulheres esquematicamente independentes tendem a responder mais rápido a adjetivos independentes.
Tópico 1.3 – Estabilidade e Maleabilidade: O Autoconceito de Trabalho
As pessoas tendem a se descrever a partir das características estáveis do seu autoconceito, pois elas tendem a resistir às informações que são inconsistentes com o que acham sobre si mesmas. Contudo, alguns estudos têm demonstrado que o autoconceito pode variar, de acordo com a situação e com a motivação da pessoa. Markus e Kunda (1986) procuraram integrar essa aparente contradição na formulação da teoria sobre o Autoconceito de Trabalho.  Segundo essa teoria, o self global é formado por uma série de auto-esquemas, que estão relacionados a representações da memória, das crenças e dos valores da pessoa.  Por conta da incapacidade do cérebro de processar todas as informações ao mesmo tempo, apenas parte dessas do auto-conhecimento pode ser evocado e assim, apenas parte do autoconceito fica disponível à pessoa. Essa porção do autoconceito que fica disponível em cada situação é chamada de Autoconceito de Trabalho.  O autoconceito de trabalho é composto por diversas auto-representações centrais, que são frequentemente acessadas. Contudo, as auto-representações podem ser influenciadas por diversos fatores, como: fatores transitórios (pistas situacionais, humor e motivação), associação das auto-representações, auto-representações recuperadas para neutralizar uma representação indesejável de si ou para regular algum afeto ou comportamento. Assim, os autores afirmam que a estabilidade do autoconceito é mantida por conta do alto grau de acessibilidade de algumas auto-representações centrais. Por outro lado, a maleabilidade também é percebida nessa teoria, a partir da verificação da acessibilidade de outras representações (em diferentes níveis). Segundo os autores, o conceito de autoconceito de trabalho levanta alguns desdobramentos teóricos:  o autoconceito de trabalho representa uma migração da perspectiva teórica do avaro cognitivo para o sujeito motivacional, pois o autoconceito de trabalho é influenciado pelo o que a pessoa está motivada a acreditar sobre elas e a teoria apresenta uma visão dinâmica e multifacetada do autoconceito, permitindo apresentações inconsistentes do autoconceito. Contudo, essa teoria ainda coloca o self como uma estrutura separada e distinta do social, onde este tem apenas uma função eliciadora de comportamentos.

Tópico 1.4 – Eu(s) Possíveis
Para Markus e Nurius (1986), a capacidade das pessoas de se imaginarem no futuro, de diferentes formas é a chave da motivação, que impulsiona a emissão dos comportamentos e experiências no presente. Assim, essa auto-representação futura promove um contexto em que as escolhas presentes são avaliadas em relação às conseqüências futuras.  Essa auto-representação futura, também chamada de Eu(s) Possíveis ou alternativos são uma faceta do self, que procura promover uma representação integrada com o self atual. Segundo essa teoria, o autoconceito atual é derivado da relação que mantém com as auto-representações futuras; os projetos, metas e aspirações são fundamentais para entender os comportamentos presentes.  Assim, percebe-se que, para essa teoria, o autoconceito é uma entidade dinâmica e capaz de mudanças intencionais, que são inspiradas nas representações futuras.

Tópico 1.5 – Teoria da Auto-Discrepância
Esta teoria é uma tentativa de unificação das diversas teorias que tratam das conseqüências emocionais originadas dos conflitos entre os aspectos internos do autoconceito. Higgins (1987) procurou especificar um conjunto sistemático de relações, considerando a magnitude e a qualidade da discrepância entre o self atual e os padrões do self (Self Ideal e Self “Deveria ser”) e o tipo de afeto associado a tais discrepâncias. Segundo os autores, o Self Ideal é formado pelas aspirações,metas e esperanças, enquanto o Self “Deveria Ser” é guiado pelas regras, normas e obrigações.  Para Higgins(1987), o self atual é avaliado e regulado a partir dos padrões gerados pelos guias (Ideal e “Deveria ser”). A discrepância do self com cada um dos tipos de guia gera afetos negativos e específicos. Assim, discrepâncias do self atual com o Ideal geram afetos de vulnerabilidade, enquanto as discrepâncias com o self “deveria ser” gera afetos de agitação.  Contudo, estudos mais recentes afirmam que a relação entre as discrepâncias e os afetos gerados são menos específicos e mais gerais.  A teoria do Eu(s) Possíveis e da Auto-discrepância aproximam-se na medida que considera que os aspectos não realizados fornecem um contexto fundamental no entendimento do self atual. Contudo, as teorias afastam-se no sentido de que a abordagem do Eu(s) Possíveis acredita que os aspectos não-realizados são motivadores e a teoria da auto-discrepância credita a esses aspectos, a origem de afetos negativos.

Tópico 1.6 – Funções do Self
O self é uma entidade reflexiva e que, por conta dessa característica, possui duas funções importantes: Auto-avaliação e Auto-Regulação.

Tópico 1.6.1 – Auto-Avaliação
A auto-avaliação diz respeito à comparação do self atual com determinados padrões internalizados pelo self. O resultado da auto-avaliação é influenciado pela motivação em realizá-la, pois, a motivação irá guiar a forma como o sujeito busca, presta atenção, evoca e atribui informações sobre si mesmo. Segundo os autores, existem alguns motivos para as pessoas realizarem auto-avaliação: auto-avaliação acurada de informações, para fins diagnósticos; auto-engrandecimento, onde as pessoas concentram-se nas fontes de informações mais favoráveis a ele próprio; auto-verificação, encorajando o sujeito a confirmar as crenças sobre eles mesmos e auto-desenvolvimento, permitindo uma orientação voltada para o futuro, capturando o potencial de mudança e as aspirações do self. A motivação pelo auto-desenvolvimento é uma construção teórica mais recente, desenvolvida por Taylor et al,1995.

Tópico 1.6.2 – Auto-Estima
A auto-estima é um construto largamente investigado pela Psicologia Social e é relacionado a diversos outros conceitos, como violência interpessoal, processamento de informação, atribuição e comparação social.  A auto-estima é um julgamento de valor baseado no auto-conhecimento, formado por inferências originadas da auto-avaliação e pode ser mediada pela atribuição e pela importância do aspecto avaliado.  Segundo Baumeister (1998), ainda não há clareza sobre a relação entre auto-estima e comportamentos positivos, mas há relação entre auto-estima e afetos positivos.

Tópico 1.6.3 – Auto-Regulação
A auto-regulação refere-se ao engajamento e ao monitoramento do comportamento com a intenção de atingir um resultado desejado para si ou de evitar um resultado indesejado. Existem dois aportes teóricos, que procuram explicar a auto-regulação: 1. Teorias Drive-Based, que afirma que a motivação e a auto-regulação são dirigidas pela intenção de reduzir o mal-estar gerado pelas necessidades não atendidas. A teoria da Dissonância Cognitiva (Festinger,1957) faz parte desse aporte teórico, pois afirma que quando a pessoa percebe que possui atitudes/comportamentos inconsistentes, ela experimenta um desconforto psicológico que motiva mudança de atitude/comportamento. 2. Modelo Baseado no Incentivo enfatiza os benefícios das metas no desenvolvimento do self; a atratividade do eu possível promove motiovação para emissão de esforços, que visam alcançar resultados positivos ou evitar os negativos.  A partir desses dois aportes teóricos, os autores apresentam dois modelos, que buscam integrar as teorias apresentadas acima: o Modelo de Processo de Controle da Auto-Regulação e o Modelo do Foco Regulatório.  O Modelo de Controle da Auto-Regulação representa um sistema de auto-regulação humana semelhante a um sistema cibernético de feedback, em que o estado do sistema é comparado, regularmente, a um valor de referência que representa a meta do sistema. Nesse sistema, os valores de referência iniciam o processo com valores altamente abstratos e, a cada verificação, vão ficando mais específicos, para diminuir a discrepância entre o valor de referência e o comportamento. O afeto é produzido por uma segunda ordem de auto-monitoramento do sistema, que é responsável por monitorar o progresso de redução da discrepância entre o estado atual e o valor de referência.Assim, o afeto é originado do sucesso ou da falha dos esforços de reduzir a discrepância e não da percepção da discrepância em si. O modelo do Foco Regulatório é uma reformulação e extensão da teoria da auto-discrepância de Higgins (1997) e afirma que os estudos mostram que as pessoas percebem diferentemente os eventos em termos de resultados negativos ou positivos, de acordo com o tipo de auto-discrepância predominante. Segundo este modelo teórico, o tipo de interação ( desenvolvimento ou segurança) que a pessoa teve na infância, vai definindo o estilo de auto-regulação da pessoa.

Tópico 1.7 – Críticas ao Modelo Sócio-Cognitivo do Self
Os autores levantam algumas críticas à abordagem cognitiva do self, a saber: 1.  Para a abordagem cognitiva, o self está localizado dentro do sujeito, é uma entidade separada do social, que influencia a emissão dos comportamentos e das experiências em determinados contextos. Para as abordagens discursivas, os selves surgem das relações e das ações sociais. 2. A natureza individualizada e descontextualizada do self também é fortemente criticada pelas abordagens discursivas.

Tópico 2 – Abordagens da Identidade Social do Self e da Identidade
Algumas definições preliminares: Identidade social é a posição da pessoa, em relação à posição dos demais dentro da sociedade. Ao escolher uma profissão, religião, estado civil, etc., o individuo está definindo a sua identidade social. Valores diferentes são atribuídos a significações diferentes. Assim, a identidade social reflete a posição que a pessoa possui na sociedade. Teoria da Identidade Social, inicialmente formulada pelos psicólogos sociais Henri Tajfel e John Turner e sua principal área de aplicação é a das relações intergrupais. De acordo com os autores, a Teoria de Identidade Social (SIT) é, explicitamente, uma teoria de comportamento intergrupal. Baseia-se na premissa de que os grupos e categorias sociais de que somos membros fazem parte de nosso senso de self e identidade. De acordo com Tajfel (1981), a identidade social parte daquele nosso autoconceito individual, que deriva do conhecimento da nossa participação em alguns grupos sociais, juntamente com o valor e o significado emocional ligado a esse pertencimento.Alguns exemplos do próprio autor: uma mulher, ou um vegetariano, um aborígene, ou alguém que pertença ao Greenpeace, por exemplo. Todas essas identidades sociais formadas não se representam como fatos sociais neutros sobre uma pessoa, e sim contribuem de modo importante na forma como a pessoa vê, entende e sente sobre si mesmo. Embora a importância (desses tipos de associações de grupo para a identidade) seja um princípio central da teoria, o conceito de identidade é, em certa medida, sub-teorizado. E nem sempre é claro porque os membros do grupo são importantes para a identidade, e como isso pode variar de acordo com outros aspectos do ego e da identidade.
 SIT – TEORIA DE IDENTIDADE SOCIAL
A teoria argumenta que as pessoas são motivadas a pensar bem de si mesmas (Tajfel, 1981; Tajfel e Turner, 1986); E dado que parte do sentimento de autoconceito (self) está ligado à suas identidades sociais (seu grupo social e associações da categoria), a teoria afirma que as pessoas são motivadas a buscar diferenciação positiva para os seus intergrupos.
A SIT tem focado fortemente em mostrar como a importância da motivação para diferenciar positivamente seu grupo de outros tende a produzir favoritismo endogrupal e fenômenos de afastamento e/ou diminuição de outros grupos. Vendo os grupos a que pertencemos, como sendo superior aos outros, as pessoas são capazes de reforçar a sua identidade social e melhorar a sua autoestima.

Tópico 2.1 - Identificação
Esta hipótese relacionada à autoestima tem recebido apoio de alguns estudos que mostram que o aumento da autoestima decorre das oportunidades de diferenciação positiva, mas também tem sido fortemente contestada (Brown, 2000; Long e Spears, 1997; e Turner, 1999). Sobre identificação e auto-estima, a ênfase de Tajfel (1981) é, em sua definição original, sobre o significado e valor emocional ligado à associação com o pertencimento (ou adesão) a um grupo social. Mas deixa claro que tal adesão não é suficiente para o desenvolvimento de uma identidade social. A SIT atenta para a importância da psicologia individual, enfatizando o papel do processo de identificação em moderar as consequências da identidade social para o self. Trabalhos teóricos e empíricos recentes sobre identidade social tendem a considerar a identificação como uma característica estável dos membros do grupo. Por exemplo, Doosje e Ellemers (1997) compuseram uma série de estudos de investigação sobre respostas (com altos e baixos níveis de estímulos identificadores) em situações onde as suas identidades sociais estavam ameaçadas. A SIT sugere que a resposta mais comum em contextos de ameaça a identidade social é o aumento do reforçamento da identidade endogrupal, havendo quase sempre julgamentos e comparações intergrupos (diferenciação positiva).Contudo, as circunstâncias e as realidades sociais regulam este fenômeno, podendo ocorrer níveis altos e baixos de identificação. Por exemplo: torcedores de um time de futebol, num longo período de derrotas, terão dificuldade de perceber seu time como mais talentoso que os times que vem sendo campeões.   

Tópico 2.2 – Identidades Sociais Adquiridas e Atribuídas
Uma dimensão, ao longo do qual os membros de um grupo ou categoria variam, é o grau em que uma pessoa é capaz de escolher se deve ou não ser um membro. Membros de grupos sobre os quais temos pouco ou nenhum controle pessoal são considerados atribuídos (identidades sociais atribuídas, por exemplo, categorias como sexo, etnia). Enquanto membros que escolhemos, mais ou menos livremente, são ditos adquiridos (identidades sociais adquiridas, ex: colegas de ocupação, filiação partidária, etc.).Esta distinção não repousa sobre se a identificação está sendo livremente escolhida ou não, mas, sim, de como ela é percebida pelos outros. Embora ambos, (adquiridos e os membros do grupo atribuídos), são rotineiramente utilizadas como base para fazer julgamentos sobre as pessoas, as bases destes diferem em aspectos importantes: Os membros do grupo com identidades sociais adquiridas podem ser vistos como uma expressão de atributos pessoais, preferências, crenças e valores. Julgamentos feitos com base em membros de grupos de identidades sociais atribuídas são mais propensos a refletir suposições sobre as características que se acredita ser naturalmente associado a esse grupo, como por exemplo, que uma mulher vai ser mais emocional do que um homem, etc.

Tópico 2.3 – Teoria da Auto-Categorização 
Os autores iniciam este subtema com as seguintes indagações, que nos suscitam boas reflexões:“O que faz com que um membro (ou uma característica) de um importante grupo social possa influenciar no nosso comportamento e na nossa experiência em algumas situações e em outras não?”“Por que às vezes refletimos mais sobre os aspectos que nos diferenciam dos outros, nos tornando únicos, enquanto em outros momentos direcionamos nossa consciência para os fatores que nos aproximam dos outros, para os aspectos em comum?”Nesse sentido, segundo os autores, a SCT (Self-Categorization Theory) é uma extensão da SIT (Social Identity Theory) (Turner, Hogg, Oakes, Reitcher e Wetherell, 1987). A SCT argumenta que nossa identidade social reflete nosso posicionamento no mundo. Nos envolvemos quando estão em questão os interesses particulares dos grupos sociais em que convivemos, quando estes fazem sentido para nós.Assim, três níveis de identidade podem aparecer:Nível Superior ou Super-ordenado – Nível Humano: Self como ser humano. Nossas semelhanças com os outros, as coisas que temos em comum enquanto humanidade, isso dá contorno externo a nossa identidade.Nível Intermediário – Nível Social: Self como membro de um grupo. Nossa identidade está centrada na consciência simultânea das semelhanças e diferenças; semelhanças entre nós e os membros dos nossos grupos internos são contrastadas com as diferenças entre nós e os membros de um grupo externo (identidade social).Nível Subordinado - Nível Pessoal: Self como indivíduo. Nossa unicidade, as características individuais que influenciam à formação da nossa identidade.Auto-categorização em um nível ou outro segue o princípio do meta-contraste. Categorização sempre ocorre dentro de um contexto social, que nunca pode ser generalizado. Em qualquer contexto, sempre existem possibilidades classificatórias diversas.

Tópico 2.4 – Políticas de Identidade 
As proposições dos autores nos levam a reflexões, tais como: Como desenvolver uma política universal sobre Identidade uma vez que esta é mediada pelos diversos contextos?Há espaço para a razão na formação das identidades sociais?São mutáveis as identidades sociais? Devem ser constantemente reformuladas. Segundo aos autores, o importante é perceber que as teorias contemporâneas têm demonstrado que as identidades sociais não são o reflexo objetivo das posições sociais nas quais o sujeito se localiza e nem são derivadas de princípios de uma verdadeira natureza interior, classe ou raça. A emergência da identidade está relacionada com uma posição política do homem e dos grupos frente a outros homens e grupos

Tópico 3 – Disciplinas Psis e Discursos do Self/ Abordagens Discursivas do Self e da Identidade
Os autores chamam atenção para o fato de que há outro ponto de convergência ao se falar de identidade nos Estudos Culturais e na Semiologia dos Discursos Sociais: a atuação dos sistemas de representação, que classificam o mundo e as relações sociais, num processo de relações de poder. Toda prática social é marcada pela linguagem e, portanto, pela ideologia e pelas as disputas de poder. As identidades, como sistema de relações e representações, são diversas e cambiantes, negociadas nas práticas sociais e nos sistemas simbólicos, por meio dos quais os sentidos são atribuídos a posições de sujeito.



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