domingo, 1 de abril de 2012

Questões desenvolvidas pelos alunos relacionadas ao texto

Augoustinos, M; Walker, I. (2007). Social Cognition – an integrated introduction (p.149 -185). London: Sage publications.


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> Qual a relação que se pode fazer entre as teorias da atribuição, num aspecto mais específico relacionado as influências culturais e as teorias ingênuas e o conceito de essecialismo nas relações intergrupais?



> Tendo como pressuposto alguns estudos que apontam para uma possibilidade da diminuição dos vieses no julgmento intergrupal, a partir, por exemplo de uma educação multicultural, pergunta-se: qual seria o papel da informação para o sistema de significados culturais, referenciados nas representações sociais, na mudança da atribuição causal?

> As três teorias da atribuição de Helder, Jone e Davis e Kelley contribuíram muito para o entendimento do fenômeno da atribuição de causalidade. Contudo, as teorias não contemplam os aspectos referentes ao percebedor. Em que sentido essa falta compromete essas teorias cognitivas?

> De que maneira podemos relacionar a teoria da atribuição, de viés cognitivo, com o conceito de locus de controle?Qual a importância dessa relação nas intervenções psicológicas?

> Em que medida os fatores sociais e culturais interferem na atribuição de causas a eventos intrapessoais, segundo a teoria da identidade social?

> Qual a relação existente entre a teoria das Representações Sociais e a Teoria da Atribuição?

> As representações sociais só são evocadas nos processos de atribuição automática?

> A finalidade de estudar as “Teorias da Atribuição”, nos faz compreender como o comportamentos humanos e acontecimentos sociais são explicados. No entanto quais são as implicações (contribuições) do estudo da “atribuição” a nível individual e grupal?

> No que se refere a “Atribuição Fundamental do Erro”, esta se refere a um processo que acontece mais a nível grupal ou individual? Justifique.
> Segundo Augoustinos, a teoria atribucional da motivação afirma que pessoas que atribuem as suas conquistas a fatores internos, estáveis e controláveis se sentem melhores a respeito de si mesmas em comparação a pessoas que atribuem as suas conquistas a fatores externos, instáveis e incontroláveis. Então, será que o bem estar de alguém ao conquistar algo relacionando-o a fatores internos, estáveis, e controláveis (que são fatores mais pessoais), não pode estar sendo mediado por uma cultura individualista que valoriza muito mais algo que alcança “sozinho” em detrimento ao que consegue em grupo? Esta teoria acredita que este fenômeno pode acontecer em qualquer realidade ou os estudos se referem apenas às sociedades ocidentais?

> Augostinos traz algumas críticas à teoria da atribuição e uma delas se refere ao seu individualismo. Essa crítica afirma que quando se estuda sobre as inferências feitas ao comportamento de alguém, isso é feito sem levar em consideração a história social de quem faz o julgamento, tendo o observador como alguém não social. Mas quando se estuda fenômenos os quais acontecem a nível grupal, é tão importante levar em consideração a história social de cada um?

> Levando em consideração que o processo de atribuição não se constitui apenas como um processo cognitivo interno, mas também como um fenômeno social baseado em crenças compartilhadas na forma de representações sociais e coletivas, os autores sugerem que a nossa explicação para os fenômenos sociais também são influenciadas pelo conhecimento científico. Dessa forma, é possível considerar a tradição mentalista nos estudos da psicologia como um fator que influencia as atribuições na direção de explicações mais disposicionais ( e menos contextuais) para os comportamentos?

> Nas teorias elencadas pelos autores, o processo de atribuição pode ser concebido (1) como um processo cognitivo individual e interno, (2) como um processo cognitivo que sofre influências sociais, (3) como um fenômeno social ou (4) como um fenômeno do discurso. Seria possível encontrar alguma teoria que concebesse o fenômeno e as fronteiras entre o que se percebe como individual/interno ou social/ externo de forma mais dialética?

> O conceito de "naive psychology" de Fritz Heider, na qual o indivíduo é um "cientista amador" que busca compreender e deduzir os eventos à sua volta, tem alguma referência direta com a fenomenologia, no tocante à individualização no processo de investigação e à concepção dos eventos como fenômenos que o indivíduo observa sem efetiva participação?

> Dadas as diversas críticas ao processo individualista de leitura dos eventos e, em contrapartida, o reconhecimento de linhas de estudo que criticam este processo de percepção exclusivamente a partir do indivíduo, é válido questionar: Como se caracteriza a atribuição no contexto da sociedade em rede? A Internet pode ser pensada como um catalisador das atribuições? Este processo se configura predominantemente de maneira intrapessoal, interpessoal ou une elementos de ambas perspectivas?

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