quinta-feira, 26 de abril de 2012

Questões enviadas pelos alunos relacionadas ao texto:

Simon, B, (2004). Identity in Modern Society. A social psychological perspective (p. 20-42). Oxford: Blackwell Publishing Ltd.

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> Em que medida o indivíduo social é capaz de interferir na construção e seleção, além de resolver os conflitos das suas múltiplas identidades? 

> Ao se posicionar socialmente, o indivíduo de acordo coma teoria da identidade, escolhe aquela identidade, dentro de uma hierarquia de saliência que melhor reflete seu grau de comprometimento com aquele papel social, demandado em uma dada situação. Isso ajudaria a responder porque o individuo na relação com seus diferentes grupos, se valem mais de um ou outro papel no momento de salientar o que é positivo do seu grupo de pertença e o que é negativo do grupo exterior?

> Segundo os conceitos de "auto-complexidade" de Linville, divididos em "high self-complexity" (grande quantidade de independentes "self-aspects") e "low self-complexity" (pequena quantidade de "self-aspects" fortementeinterrelacionados), como pensar a complexidade do self no contexto digital? É possível afirmar que a chamada "geração Y" é dotada de uma high self-complexity, enquanto as gerações anteriores são combinações entre high e low self complexities? Ou, por outro lado, somos todos dotados de ambas as vertentes, diferenciando-nos, neste sentido, a partir da preponderância entre uma delas?

> O self como constructo derivado em parte da memória é o ponto-chave da "continuidade do self". Klein (2001) sugere distinções entre os tipos de memória, sendo chamadas de "procedural memory" e "declarative memory". Neste ponto do texto do Simon -p. 29-, é correto sugerir que a "procedural memory" tem uma relação direta com a experiência corpórea, sensorial, enquanto a "declarative memory" oferece uma conotação mais subjetivista, cognitivista?

> De que forma o ambiente social pode influenciar a auto-estima e o auto-desenvolvimento pessoal?

> Uma arquitetura heterogênea de redes sociais pode favorecer a construção de uma identidade relacional mais eficaz, e consequetemente, mais auto-desenvolvida?

> Fiquei curioso para saber quais são as abordagens mais contemporâneas do interacionismo simbólico na psicologia. Goffman tem relacoes nesta campo, certo? mas na psicologia ainda se pode reconhecer pensadores nesta perspectiva?

> Uma observação: me parece cada vez mais importante a contribuição de Giddens na aproximação dos aspectos que podem unir a compreensão e constituição de indivíduo-sociedade. As noções da estruturação parecem contemplar de forma mais consistente e minuciosa o que tenta a teoria de categorizarão social, não?

> Quais as diferenças fundamentais entre a Teoria dos Papéis e a Teoria da Identidade?

> Existem relações entre a noção de proteção do autoconceito e o conceito de identidade social, no que concerne aos relacionamentos intergrupais?

> A SCT sugere a existência de uma identidade pessoal e uma identidade social. É possível fazer essa distinção, já que os sujeitos são seres sociais e a identidade é formada a partir do social?

> Em que medida a teoria da identidade, ao considerar a identidade como relacional, socialmente construída, estruturada e múltipla se aproxima ou se distancia das perspectivas mais ligadas às contribuições psicológicas?

> É possível afirmar que o conceito de identidade na psicologia social européia se aproxima mais das contribuições sociológicas por considerar com maior ênfase as variáveis contextuais do fenômeno?

> As teorias trabalhadas na psicologia social, pelo menos de abordagem cognitivista, seja europeia ou americana, focam numa espécie de equilíbrio. Como se os indivíduos percebessem o que está ao seu redor, avaliasse, concluísse algo e, a partir disso, haveria determinados resultados, sempre tendo como resultado final algum tipo de ajuste. Esse foco no equilíbrio, algumas vezes, sofre uma série de críticas conceituais e epistemológicas. Mas será possível que em algum lugar o ser humano não busque alguma espécie de ajuste ou equilíbrio, ainda que subordinados a aspectos culturais?

> As teorias sobre relações grupais sempre se referem à influência do grupo sobre o indivíduo. Pode-se ter como exemplo o status que um grupo ocupa na sociedade. Se um grupo possui um status positivo, isso não só geraria sentimentos positivos nos membros desse grupo como isso serviria de referência para esses indivíduos se diferenciarem de outros grupos. Mas seria possível ocorrer o contrário? Ou seja, um indivíduo que usufrua de um status positivo na sociedade poderia interferir na autoestima de um grupo, o qual ele faça parte e que seja negativamente avaliado?

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