Stangor,C. (2004). Social Groups in Action and Interaction (p. 1-27). New York: Psychology Press.
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> Common Themes, define a cultura como sendo um amplo grupo de individuos que estão normalmente em proximidade geografica entre si e que compartilham um conjunto comum de normas sociais.Hoje, atendendo o desenvolvimento da tecnologia, o mundo tornou-se uma aldeia (globalização). As pessoas mesmo não estando em proximidades geograficas, atraves dos meios de comunicação social, assimilam e internalizam hábitos e costumes de outros povos ou países. Como enquadrarmos a definição de Themes nos dias de hoje?
> O mesmo teórico (Themes) define multidões, como sendo uma coleção temporaria de um grande número de pessoas que se reunem em um lugar comum para um proposito comum.As pessoas que se encontram temporariamente num dos mercados de Salvador ou na sala de espera do aeroporto da mesma cidade têm propositos comuns?
> Na atualidade, podemos arriscar dizer que os grupos sociais sao cada vez mais hibridos em contextos urbanos ao termos uma diversidade de interacoes grupais com coesão relativamente mais tênues sem deixar de serem grupais? A identidade social nao estaria cada vez mais difusa nos grupos em sociedades globalizadas nas quais os indivíduos, no cotidiano, participam e se identificam com grupos bem difusos e até discrepantes, sem por isso deixar de pertencer a cada um deles, mesmo que com menor coesão?
> Como podemos pensar a complexidade das normas nas formações grupais quando consideramos que estas normas são construções sociais que os grupos (re)produzem ao as atualizarem nas suas interações? Ao mesmo tempo em que há normas que regem os grupos, elas não são apenas criações dos grupos nem do indivíduos isoladamente, mas sao também a incorporação, no grupo, de normas sociais e discursos mais amplos? Os múltiplos grupos dos quais participamos poderiam ser então considerados entes intermediários na constituição, legitimação e transformação dos sistemas sociais complexos?
> Em que mediada a complexidade das novas formações grupais também complexificam as interações sociais e a constituição das subjetividades se considerarmos que na atualidade os grupos não são mais tão delineados, estáveis e identificáveis quanto já foram em outros momentos da história? Haveria uma mudança substantiva nos processos grupais ou apenas uma intensificação de seus processos já conhecidos e descritos nas ciências sociais?
> Segundo o texto, o grupo social possui uma estrutura composta por normas, papeis e status. A partir desse conceito, existe diferença entre normas e valores?
> De que maneira os processos de grupo (entitativity, coesão e identidade social) influenciam as características do grupo (similaridade, interação, interdependência e estrutura)?
> Existe articulação entre o conceito de identidade social e percepção social de Kurt Lewin? Se sim, qual?
> Certas revisões em psicologia social cognitiva, talvez por uma questão didática, dividem as perspectivas sobre os estudos de grupo em estudos interacionista (baseados no grupo) e baseados no indivíduo. Entretanto, não é incomum encontrar estudos definidos como de base individualista que se baseiam em resultados de estudos interacionistas e vice versa. Neste caso, será que ainda é possível crer que há uma barreira teórica definida entre essas duas abordagens na psicologia social?
> Quando alguém faz parte de uma determinada categoria social, como a categoria negro, mesmo que esse alguém não se perceba parte dessa categoria, seria possível afirmar que essa pessoa sofreria influência de certas pressões referidas a essa categoria? Essa pessoa possuiria traços atitudinais, comportamentais, entre outros por pertencer a essa categoria, mesmo não se vendo como membro dela?
> Embora existam níveis de análise, como o texto propõe, fiquei na dúvida de que forma a Psicologia Social como um todo, por meio dos conteúdos ligados aos Grupos e suas Relações Intergrupais, situa e balanceia o interesse pelas problemáticas individuais dos sujeitos que compõem determinado grupo social, sem perder de vista o enfoque grupal? Apesar da análise que o texto traz a respeito dessa questão, será que ao estudar as especificidades individuais dos integrantes de um grupo, estar-se-á estudando o grupo?
> Lendo o texto, não percebi citações ou referências à obra de Pichon Rivieri, que desenvolveu a Teoria dos Grupos Operativos. Apesar de temas afins e abordagens ao menos complementares, houve alguma interação dos autores com a obra de Pichon? De que maneira que os aspectos da dinâmica intergrupal de Pichon Rivieri se relacionam com os aspectos levantados pelos autores em questão?
> O processo denominado "deinviduation", está associado ao que LeBon chama de "social contagiation", em que as emoções se espalham pela multidão gerando ações que por sua vez resultam em fatores negativos. Considerando a aproximação a nível de grupo, como descreve Stangor, como coletivo dotado uma "mente de grupo", o contágio social não seria iniciado em uma perspectiva individual? Como se configura o início do processo? Quem "starta" o movimento?
> Como entender o nível de "entitavity" em comunidades virtuais onde os interagentes não estão envolvidos em uma relação face a face? Como definir os parâmetros para formação de grupos coesos em mundos virtuais como o Second Life, por exemplo?
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