quinta-feira, 19 de abril de 2012

Questões enviadas pelos alunos relacionadas aos textos

Augoustinos, M.; Walker, I.  (2007). Social Cognition – an integrated introduction (p. 67-111). London: Sage Publications.


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> Segundo Augoustinos e Walker (2006), a autoestima seria algo resultante de inferências construídas a partir da avaliação de certos atributos, desempenho ou habilidades. Além disso, essas inferências seriam mediadas por aspectos do eu e atribuições feitas a respeito desses mesmos desempenho e habilidades. Em um estudo realizado por Steele (2004), percebeu-se que estudantes de Harvard e Stanford tinham desempenhos mais pobres quando era preciso se identificarem como negros, mesmo estes estudantes tendo excelentes desempenhos acadêmicos. Os resultados desse estudo indicam que fatores raciais podem ter interferido no desempenho desses estudantes. Neste caso pode-se afirmar que atribuições relativas ao desempenho são, de fato, mediadores importantes para autoestima? Ou no caso de fatores raciais, esse tema precise de um tratamento especial?


> A teoria da identidade Social de Tajfel (1981), afirma que as pessoas são motivadas a buscar aspectos positivos do seu próprio grupo para diferenciá-lo de outros grupos. Neste sentido, quais seriam os aspectos positivos que motivariam alguém a diferenciar o seu grupo de pertença dos demais grupos quando este grupo possuísse aspectos vistos como socialmente negativos, percebidos pelos seus próprios membros?

> Como conciliar uma perspectiva da orientação teleológica do comportamento (a exemplo do conceito de “self possível”, onde a ênfase é dada às expectativas futuras das pessoas, as quais serviriam como motivação para o comportamento atual) com um conceito de self que seja suscetível às relações sociais?

> A teoria das Representações Sociais, segundo o autor, considera as influências sociais no desenvolvimento do self dos indivíduos. No entanto, não fica claro de que forma a teoria concebe o conceito de self. Seria algo interno ou externo aos indivíduos? Pessoal ou compartilhado?

> O self se constitui como relevante na constituição do ser humano. No que se refere à sua constituição, a partir de quais relacionamentos se dá a estruturação do self?

> O que significa dizer que o self tem como uma das suas características ser reflexivo?

> De acordo com Markus (1977), como as estruturas de autoconceito podem influenciar nossas representações no ambiente social?

> Como a teoria da identidade social compreende grupos não tão normatizados, como os grupos informais?

> Na leitura do texto fiquei com a sensação mais concreta de que, apesar das diferenças ontológicas entre as teorias do self predominantes nos EUA e as abordagens discursivas e construtivistas, ambas podem ser complementares umas às outras ao encararmos as múltiplas dimensões dos comportamentos, do próprio self e da subjetividade. No caso da categorização do self, a perspectiva de FOUCAULT parece muito apropriada para entender os parâmetros da "discrepância" do self no grupo e no contexto social, bem como a construção de categorias para o enquadranento das identidades sociais. A própria noção de estima tambem parece associada às recompensas sociais de determinados comportamentos, não? Esta compreensão mais ampla sobre os valores sociais e sobre os regimes de verdade que sustentam e condicionam determinadas praticas sociais pode ser muito útil não apenas do pronto de vista teórico, mas não também para maior eficiência da regulação do self? Será que a constatação de aspectos cada vez mais híbridos das culturas, das identidades, do self e das subjetividades não evidencia também a necessidade de uma evolução teórica na psicologia social para integrar o micro e o macro nas suas análises?

> Uma das cararcterísticas da identidade social é a consciencia que o indivíduo possui o da promoção da sua auto-imagem ou auto-estima para que estabeleça comparações sociais procurando diferenciar-se positivamente dos outros grupos.


> Considerando os planos que as pessoas têm para atingir nos dias de hoje, a identidade social está direcionada para harmonia social ou exclusão social?

> Considerando o self, de que forma a teoria de identidade social pode fazer uma avaliação do que está fazendo em relação aos outros?

> Examinando o conceito de self-evaluation trazido por Augoustinos e Walker, e relacionando-o com os grupos e relações intergrupais vistos anteriormente na disciplina, emerge a questão: De que maneira os grupos dos quais o indivíduo é participante interferem em seu processo autoavaliativo? Visto que, segundo os autores, esta atividade é influenciada pelos graus demotivação, o que configura a “view of themselves as they actually are”?

> Heráclito afirma que não se entra duas vezes no mesmo rio, enunciando a continuidade e reflexo do fluxo temporal sobre a constituição de si. Não somos –nem nós, nem o rio- mais os mesmos no momento do reencontro. A ideia de working self concept aponta neste sentido? É possível dizer que somos o somatório de recortes pessoais visíveis em determinado espaço-tempo?

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