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> Segundo Augoustinos e Walker
(2006), a autoestima seria algo resultante de inferências construídas a partir
da avaliação de certos atributos, desempenho ou habilidades. Além disso, essas
inferências seriam mediadas por aspectos do eu
e atribuições feitas a respeito desses mesmos desempenho e habilidades. Em um
estudo realizado por Steele (2004), percebeu-se que estudantes de Harvard e
Stanford tinham desempenhos mais pobres quando era preciso se identificarem
como negros, mesmo estes estudantes tendo excelentes desempenhos acadêmicos. Os
resultados desse estudo indicam que fatores raciais podem ter interferido no
desempenho desses estudantes. Neste caso pode-se afirmar que atribuições
relativas ao desempenho são, de fato, mediadores importantes para autoestima?
Ou no caso de fatores raciais, esse tema precise de um tratamento especial?
> A teoria da identidade
Social de Tajfel (1981), afirma que as pessoas são motivadas a buscar aspectos
positivos do seu próprio grupo para diferenciá-lo de outros grupos. Neste
sentido, quais seriam os aspectos positivos que motivariam alguém a diferenciar
o seu grupo de pertença dos demais grupos quando este grupo possuísse aspectos
vistos como socialmente negativos, percebidos pelos seus próprios membros?
> Como conciliar uma perspectiva da
orientação teleológica do comportamento (a exemplo do conceito de “self
possível”, onde a ênfase é dada às expectativas futuras das pessoas, as quais
serviriam como motivação para o comportamento atual) com um conceito de self
que seja suscetível às relações sociais?
> A teoria das Representações Sociais,
segundo o autor, considera as influências sociais no desenvolvimento do self
dos indivíduos. No entanto, não fica claro de que forma a teoria concebe o
conceito de self. Seria algo interno ou externo aos indivíduos? Pessoal ou
compartilhado?
> O
self se constitui como relevante na
constituição do ser humano. No que se refere à sua constituição, a partir de
quais relacionamentos se dá a estruturação do self?
> O
que significa dizer que o self tem
como uma das suas características ser reflexivo?
> De acordo com Markus (1977), como as
estruturas de autoconceito podem influenciar nossas representações no ambiente
social?
> Como a teoria da identidade social
compreende grupos não tão normatizados, como os grupos informais?
> Na leitura do texto fiquei com a
sensação mais concreta de que, apesar das diferenças ontológicas entre as
teorias do self predominantes nos EUA e as abordagens discursivas e
construtivistas, ambas podem ser complementares umas às outras ao encararmos
as múltiplas dimensões dos comportamentos, do próprio self e da subjetividade.
No caso da categorização do self, a perspectiva de FOUCAULT parece muito
apropriada para entender os parâmetros da "discrepância" do self no
grupo e no contexto social, bem como a construção de categorias para o
enquadranento das identidades sociais. A própria noção de estima tambem parece
associada às recompensas sociais de determinados comportamentos, não? Esta compreensão mais ampla sobre os
valores sociais e sobre os regimes de verdade que sustentam e condicionam
determinadas praticas sociais pode ser muito útil não apenas do pronto de vista
teórico, mas não também para maior eficiência da regulação do self? Será que a
constatação de aspectos cada vez mais híbridos das culturas, das identidades,
do self e das subjetividades não evidencia também a necessidade de uma evolução
teórica na psicologia social para integrar o micro e o macro nas suas análises?
> Considerando os planos que as pessoas têm para atingir nos dias de hoje, a identidade social está direcionada para harmonia social ou exclusão social?
> Considerando o self, de que forma a teoria de identidade social pode fazer uma avaliação do que está fazendo em relação aos outros?
> Examinando o conceito de self-evaluation trazido por Augoustinos e Walker, e relacionando-o com os grupos e relações intergrupais vistos anteriormente na disciplina, emerge a questão: De que maneira os grupos dos quais o indivíduo é participante interferem em seu processo autoavaliativo? Visto que, segundo os autores, esta atividade é influenciada pelos graus demotivação, o que configura a “view of themselves as they actually are”?
> Heráclito afirma que não se entra duas vezes no mesmo rio, enunciando a continuidade e reflexo do fluxo temporal sobre a constituição de si. Não somos –nem nós, nem o rio- mais os mesmos no momento do reencontro. A ideia de working self concept aponta neste sentido? É possível dizer que somos o somatório de recortes pessoais visíveis em determinado espaço-tempo?
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